Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

Vivo. Viva!

E enquanto não escrevo, vivo. Não que escrever seja para os mortos. Mas é que a vida bem vivida não deixa sobrar tempo. Não deixa sobrar lamento. Não deixa sobrar nada. Nada sobra, nada falta, tudo se encaixa perfeitamente, sem arestas, sem tormentos. A vida é simples. Viva!

Domingo, 26 de Abril de 2009

Cherry Tulips

Porque eu AMO tulipas.


Terça-feira, 14 de Abril de 2009

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Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

Sorria!

Domingo, 15 de Fevereiro de 2009

A era de aquário: verdade, a qualquer preço?

"Mãe, tô me sentindo feia", disse ela. Silêncio. Mais silêncio. A mãe procurava algo no fundo da geladeira. "Não filha, não acho. Só acho que acabaram com o seu cabelo." O cabelo era a única coisa que ela considerava bacaninha naquele dia.

Ela havia trabalhado semanas - dias e noites - no roteiro de um vídeo. Chegou em casa com a versão final em DVD. A primeira exibição foi na sala, para a família. "Tosco", disse o irmão.

Ela não ligou pra nada, sabe? Ela já sabia que ali era assim. Que ninguém tinha a menor sensibilidade, que as pessoas eram simplesmente naturais e não se importavam em oferecer o mínimo de falsidade para uma convivência socialmente razoável.

Se não estivesse tão feliz com o resultado do seu trabalho, cortaria os pulsos. Ela não ligou. Podia estar um pouco fora do peso e com a pele horrível, mas finalmente tinha feito algo de que se orgulhava e nada mudaria isso. Mesmo assim, resolveu dormir o resto do dia. Ela tinha planos.

Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

Eu, o grilo



- Se você sente de verdade, com o seu coração, que é isso o que quer, faça isso. Se ainda tiver dúvidas, continue onde está e decida depois, mas nao pare.
- Não tenho idéia de com qual parte de mim eu sinto isso...
- Acho que você sente isso com a cabeça.
- Pode ser.
- E quando você sente com a cabeça, nao é sentimento, é pensamento. E pensamentos vão e vêm. E quando eles permanecem e te cutucam e fazem o seu olho brilhar, aí sim, você tá sentindo com o coração. Sacou?

Sábado, 31 de Janeiro de 2009

Revolutionary Road




O filme é pesado, triste. O natural seria sair da sala de baixo-astral. Mas aí você fica pensando muito na sua própria vida e nas circunstâncias todas e vê que não é bem assim. Dá pra sair bem felizinha do cinema, dá pra se sentir o máximo, dá pra se dar um auto-abraço e dizer “é isso aí, garota”. Aquela história de que cada escolha é uma renúncia, sabe? Aquele pensamento de “e se...?” é total perda de tempo. Se eu tivesse tido oportunidades diferentes, teria uma vida diferente, estaria realizada por um lado, mas frustradíssima por outro, talvez. Não tem escolha perfeita, não tem vida perfeita, ninguém é 100% feliz. As coisas não dependem apenas das escolhas que a gente fez na vida. Acho que as pessoas sempre acabam optando pela melhor alternativa para determinado momento.

Outra coisa que me impressionou bastante no filme foi a demonstração da injeção, em doses cavalares, de auto-estima que a gente se aplica quando resolve radicalizar e mudar totalmente de vida. Só a simples determinação de mudar e romper com tudo – mesmo antes que algo de concreto aconteça – traz uma postura diferente, um brilho, uma alegria, uma verdadeira sensação de poder. Esperança, talvez, mas será que é apenas isso? Quando a gente decide mudar sem saber o que vai encontrar, conta também com a chance de se frustrar, mas e daí? Você decidiu. O ato de coragem de pensar na mudança e reunir as condições favoráveis para que ela aconteça - apesar de consciente de que tudo pode dar errado – engrandece as pessoas.

Quando você toma uma decisão desse porte, todas as outras pequenas decisões que você tem que tomar no seu dia-a-dia perdem peso. E então você se sente tão bem que resolve ousar mais em todas as outras coisas, arriscar, pagar pra ver. Afinal, você está dando um passo tão grande, não tem mais nada a perder. Nada pode te abalar. Por isso, você faz o que dá na telha. E esse fazer o que dar na telha, sem medo, pode também te levar para lugares jamais sonhados. É nessas horas que a gente tem as maiores surpresas.

Mude de ideia. Ou pelo menos resolva mudar, só pra ver o que acontece.